No próximo mês daremos início a mais uma edição do festival.
Apesar da crise, falta de grana, arrancando os cabelos para mantermos a qualidade do evento com um orçamento tão reduzido, ficamos muito orgulhosos de ver quase 700 inscrições.
Confesso que às vezes me dava uma vontade louca de sair correndo em ver tanto DVD chegar na minha mesa, pois sou eu, a Claudia Durán, quem cadastra todos vocês e tenta, na medida do possível, atualizar este blog.
Além do grande número de inscrições, descobrimos que o festival tem amigos, é quase uma família. E quero agradecer a solidariedade de todos os que nos ajudam a fazer mais uma edição, pois sem a boa vontade e voluntariado deles, tudo ficaria muito mais complicado.
Bem, vamos ao que interessa: cinema!
Como membro do MST (O Movimento dos Sem TELA ), este festival adoraria exibir Tuuuuuuuudo que recebe, afinal, uma das atribuições de um festival é dar tela a quem não tem ! Por conta disso, nossa comissão de seleção penou!
Estes bravos amigos tiveram que reduzir 680 filmes (em torno disso) para cerca de 250 filmes (já incluindo as mostras paralelas).
Dá gosto de ver o ritmo de produção da galera. Na categoria curta-ficção os brasileiros chegam todos os anos como uma avalanche: 238 inscritos (incluindo co-produções), em segundo lugar a Espanha com 77 produções, Argentina com 26 e a presença modesta do Chile, Colômbia, Venezuela, Costa Rica, Equador, Peru e Uruguai.
Quanto aos curta-documentários, o Brasil liderou com 125 filmes, seguido da Espanha com 25.
Desde que comecei a fazer este trabalho “enlouquecedor” de cadastramento, tenho reparado o seguinte: as questões relacionadas à América Latina despertam o interesse de quem você menos espera. Na montanha de dvds com a qual sempre me deparo no início do ano surge uma produção alemã, inglesa. Particularmente, acho isso curioso.
Bem, no próximo post vocês vão descobrir que a rivalidade Brasil X Argentina é só no futebol !