29 de março de 2012

19° Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo - Cinesul 2012

O Cinesul - Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo foi criado, em 1994, no Rio de Janeiro, pela produtora Pulsar Artes e Produção, como uma mostra de cinema e vídeo dos países do Mercosul, a partir de uma iniciativa do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, tendo ampliado seu alcance já em sua terceira edição. 

Em 2002, tornou-se um festival com mostras competitivas e ao longo desses anos, cresceu e se estabeleceu definitivamente como uma vitrine da produção cinematográfica latino-americana. Desde a edição de 2006 passou a aceitar nas mostras competitivas trabalhos da Península Ibérica por conta do grande número de co-produções que Portugal e Espanha têm com os países latino-americanos. 

O Cinesul é composto atualmente das seguintes atividades: 11 Mostras Temáticas; 03 Mostras Competitivas e 03 Homenagens.

Mostras Temáticas da Edição 2012 
Arte Cinesul[Filmes que apresentam o processo criativo de pintores e grafiteiros e seu intercâmbio com o público. Famosos ou não, estes artistas montam um painel diversificado de tendências e linguagens. / Películas que presentan el proceso creativo de pintores y artistas de grafito y su intercambio con el público. Famosos o no, estes artistas montan un painel diversificado de tendencias y lenguajes]. 
Bossas Musicais[Produções sobre o universo da música. Uma viagem cinematográfica que vai da música clássica ao rock, apresentando personagens com histórias contagiantes. / Producciones sobre el universo de la música. Un viaje cinematográfico que va desde el género clásico al rock, presentando personajes sus historias contagiosas].
Cinema ao Pé da Letra[O Cinesul traz para você programas com ficções e documentários que resgatam a vida e a obra de grandes mestres da literatura./ El Cinesul te ofrece programas de ficción ydocumentales que rescata la vida y la obra de grandes maestros de la literatura]. 
Cinesul Animado[Lápis, massinhas coloridas e programas de computação gráfica projetam nas telas as mais diversas fantasias. Sejam feitas por estudantes ou profissionais, a quantidade de animações aumenta a cada ano do Cinesul. Nesta edição oferecemos um cardápio com as mais variadas técnicas do gênero e atendendo aos diversos públicos./ Lápiz, plastilina de colores y programas de computación gráfica proyectan en la pantalla las más diversas fantasías. Realizadas por estudiantes o profesionales, la cantidad de animaciones aumenta a cada año en el Cinesul. En esta edición ofrecemos un menú con las más variadas técnicas del género y atendiendo a los diversos públicos].
Cinesul Ambiental[A beleza de lugares remotos, as mudanças climáticas que nos afetam, é o planeta pedindo socorro. E o cinema é mais uma vez um agente que pode fazer a diferença. / La belleza de lugares remotos, los cambios climáticos que nos afectan, el planeta pidiendo ayuda. Y el cine es una vez más un agente que puede hacer la diferencia]. 
Cinesul Criança[Programas especiais com pequenas histórias que abordam o universo infantil./ Programas especiales con historias cortasque abordan el universo infantil]. 
Cinesul Fantástico
[Mundos paralelos, bruxaria e possessões, um mundo sobrenatural está para ser descoberto. Aventure-se!/ Mundos paralelos, la brujería y las posesiones, un mundo sobrenatural está por descubrir. De riesgo!].
Cinesul Viagens e Fronteiras. [Conflitos entre países, a busca por um lugar paradisíaco, o retorno para casa. Uma galeria de pessoas comuns, que nos apresentam suas histórias extraordinárias. /Los conflictos entre países, la búsqueda al hogar celestial, volver a la casa. Una galería de la gente común que nos muestran sus historias extraordinarias].
Foco Espanha[Desde 1942, os programas de incentivo à produção de curtas vêm revelando grandes nomes do cinema espanhol. Aqui apresentamos um panorama destas produções./ Desde 1942, los programas de incentivo a la producción de cortometrajes vienen revelando grandes nombres del cine español. Conocerás aquí un panorama de las producciones de los jóvenes directores].
Palcos e Telas[Depoimentos únicos e curiosos de atores e diretores que contribuem ou deixaram a sua marca no cenário cultural de seus países. Seis programas compostos por ficções e documentários que traduzem o universo mágico do cinema e do teatro. / Testimonios únicos y curiosos de actores y directores que contribuyen o dejaron su huella en el escenario cultural de sus países. Seis programas compuestos por ficciones y documentales que traducen el universo mágico del cine y del teatro]. 
Romance Latino[Junho, mês dos namorados e o cenário está ideal: o escurinho do cinema! Histórias de amor com tudo o que se tem direito: paixões e reencontros, apresentados em dois programas para despertar o clima de romance. /Junio, mes de los enamorados y lo escenario está ideal: lo oscuro del cine! Historias de amor con todo lo que tiene derecho: pasiones y reencuentros, presentados en dos programas para despertar el romance].


Mostras Competitivas 2012
. Longas de Ficção 
. Longas Documentário 
. Videosul - Curtas e Médias
Os selecionados desta edição serão anunciados no inicio de maio, fique atento!


Homenageados 
Os homenageados desta edição serão anunciados em maio de 2012.


Cinesul 2012
Data: 12 a 24 de junho.
Locais de exibição: Centro Cultural do Banco do Brasil, Centro Cultural Correios, Cinemateca do MAM ... - Rio de Janeiro - RJ/ Brasil.



Em breve, outras informações!

7 de fevereiro de 2012

Estão abertas as inscrições para a 19ª edição do Cinesul

AS INSCRIÇÕES DEVEM SER FEITAS DIRETAMENTE NO SITE DO FESTIVAL

Até março, o Cinesul 2012 – 19° Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo recebe inscrições de longas, médias e curtas-metragens para sua mostra competitiva. O festival acontece no Rio de Janeiro de 12 a 24 de junho. Para a competitiva poderão se inscrever obras em qualquer suporte de ficção ou documentais divididas nas seguintes categorias: longa-metragem (mais de 61 minutos) e curta e média-metragem (até 60 minutos). Os trabalhos deverão ter sido finalizados entre 2010 e 2012 e não podem ter sido exibidos em salas comerciais brasileiras ou na televisão aberta. Um filme que já tenha sido inscrito e não tenha sido selecionado, pode participar novamente. E não há número limite de inscrições de um mesmo realizador. O Cinesul terá exibições no Centro Cultural do Banco do Brasil, Centro Cultural Correios, Cinemateca do MAM, entre outros.
As inscrições vão até o dia 20 de março e deverão ser feitas diretamente pelo site Cinesul acesse o link aqui. Com data de postagem até o dia 20, deve ser encaminhado pelo correio uma cópia do filme ou do vídeo proposto no formato DVD (região zero ou 4). O endereço é Pulsar Artes & Produção /Cinesul 2012 (Rua Senador Dantas, 29 sala 34.– Cep: 20031-202 - Rio de Janeiro – Brasil).
A confirmação do recebimento do DVD será através de e-mail. O resultado da seleção será comunicado a todos os participantes a partir do dia 30 de abril, também por correio eletrônico. O regulamento completo está disponível no site do festival.
A História do Cinesul
O Cinesul - Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo foi criado, em 1994, no Rio de Janeiro como uma mostra de cinema e vídeo dos países do Mercosul, a partir de iniciativa do Centro Cultural Banco do Brasil, tendo ampliado seu alcance já em sua terceira edição. Ao longo desses anos, cresceu e se estabeleceu definitivamente como uma vitrine da produção cinematográfica latino-americana. Desde a edição de 2006 passou a aceitar nas mostras competitivas trabalhos da Península Ibérica e, desde o ano 2008, filmes em todos os suportes.
Em 2011 foram exibidos cerca de 264 filmes de cinematografias de países como Brasil, Argentina, Cuba, México, Espanha, entre outros. Desses, 18 longas e 56 curtas e médias-metragens participaram da mostra competitiva e os demais chegaram às telas em mostras paralelas como “Palcos e Telas”, “Cinesul Ambiental”, “Arte Cinesul”, “Romance Latino”, “Foco Espanha”, “Bossas Musicais”, “Cinesul Animado”, “Cinesul Ambiental”, “Cinema ao Pé da Letra”, “Viagens e Fronteiras” e “Cinesul Fantástico”. Os premiados pelo júri nas categorias melhor longa de ficção e melhor longa documentário foram, respectivamente, a coprodução entre Espanha e Itália “De mayor quiero ser soldado”, de Christian Molina; e “Claudia”, do argentino Marcel Gonnet. Entre os curtas e médias-metragens, que competiram na mostra Videosul, o melhor de ficção e o melhor de documentário foram, respectivamente, “Los minutos, las horas”, de Janaína Marques Ribeiro, uma coprodução Cuba/Brasil; e o brasileiro “Alumia”, de Andréa Ferraz e Carol Virgulino. O público também pode eleger as suas produções favoritas. Entre os longas foram escolhidos o de ficção “Curitiba Zero Grau”, de Eloi Pires Ferreira; e o documentário “Malditos Cartunistas”, de Daniel Paiva e Daniel Garcia. Na mostra Videosul, o público elegeu o espanhol “Hidden Soldier”, do diretor Alejandro Suárez, de ficção; e o documentário “Padre Motard”, do português Neni Glock.
O Cinesul é fruto do trabalho da Pulsar Artes e Produção, empresa fundada pela pesquisadora e jornalista Ângela José do Nascimento, e agora dirigida pelo produtor e pesquisador Leonardo Gavina.

19 de janeiro de 2012

11ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis

Mostra de Cinema Infantil recebe inscrições
Estão abertas até 18 de março as inscrições para a Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, um dos mais importantes festivais do segmento no Brasil. A 11ª edição do evento ocorre de 29 de junho a 15 de julho no Teatro Governador Pedro Ivo Campos, na capital catarinense.
Podem participar da seleção produções nacionais de todos os gêneros e formatos, direcionadas ao público infanto-juvenil e inéditas em Santa Catarina. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no sitewww.mostradecinemainfantil.com.br. Este ano todo o processo será online, inclusive o envio dos filmes. As obras selecionadas serão divulgadas em maio. O Melhor Filme eleito pelo Júri Oficial e o Melhor Filme escolhido pelo público infantil receberão o prêmio aquisição da TV Brasil no valor de 10 mil reais.
Além dos curtas nacionais na Mostra Competitiva, a programação do evento traz curtas e longas-metragens internacionais, médias e longas brasileiros nas mostras especiais não-competitivas e pré-estreias. “É o resultado de um ano de muito trabalho e pesquisa, pois fizemos parcerias com vários festivais do Brasil e exterior”, salienta Luiza Lins, diretora da Mostra e idealizadora do projeto.
Nessa edição do evento ocorre o 8ª Encontro Nacional de Cinema Infantil, o 5º Fórum de Cinema e Cidadania, o Pitching, em parceria com o Festival Internacional de Cinema Infantil, oficinas para crianças e professores da rede pública e o Projeto Escola, que oferece transporte para as crianças das escolas públicas até à sala de cinema do festival.
A Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis é uma realização da Lume Produções Culturais com apoio do Núcleo de Ação Integrada e patrocinadores.


Boletim Eletrônico da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis
Produção: Assessoria de Imprensa da Mostra.
E-mail: imprensa@mostradecinemainfantil.com.br
Site: www.mostradecinemainfantil.com.br

Acompanhe a Mostra nas redes sociais:
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18 de janeiro de 2012

Cineasta chileno revisita 200 anos de história da “libertação” da América Latina

Após seis anos de pesquisa histórica e entrevistas com pelo menos 60 pessoas entre intelectuais, historiadores, filósofos, chefes de Estado, lideranças políticas e sociais, para saber sobre as mazelas e os temas ainda pendentes para o desenvolvimento da América Latina, o cineasta chileno Luís Vera percorreu muitos dos 20 países da região para documentar a “Independência Inconclusa”.

Co-produzido por México, El Salvador, Paraguai, Equador, Colômbia,  Venezuela, Cuba e Chile, o documentário de 188 minutos propõe uma revisão crítica e reflexiva aos 200 anos de história independente da região.
“Eu me pergunto: mas o que vamos celebrar? Eu questiono o conceito desta celebração e me proponho a investigar quais são os grandes assuntos pendentes que temos nesta recordação, o sonho dos libertadores de uma pátria única que seria a América, mas que nunca foi”, disse ao Opera Mundi Luís Vera em uma breve passagem pelo Brasil. “Independência Inconclusa” já foi exibido em festivais internacionais de cinema como o de Havana, em Cuba, e também na Colômbia, Venezuela, Suécia, Bélgica, Argentina. Em 2011, encerrou o Cinesul – Festival Iberoamericano de Cinema e Vídeo, no Rio de Janeiro. O documentário já foi exibido em salas de cinema em Barcelona, Bruxelas, Estocolmo e Paris e se prepara para ser lançado na Itália, no País Basco, Andalucía e Galícia, na Espanha.
A independência da região, define Vera, é um “sonho frustrado”, tendo sido um processo “tremendamente complexo e doloroso, com esperanças e muitas delas frustradas”, discute o cineasta. Em sua narrativa visual, Vera se lança ao desafio de atravessar 200 anos de história e fazer o resgate da identidade a fim de ampliar a discussão para o futuro.

“A intenção toda é fazer um filme sobre o futuro e não apenas sobre o passado. A região continua lutando pela sua independência que ainda não está concluída. Ela será plena na medida que sejamos capazes de recuperar a soberania e a independência sobre temas econômicos, políticos, judiciais e das tecnologias. O domínio das ideias é a grande batalha do conhecimento tecnológico e não podemos ficar atrás”, argumenta Luís Vera.
Para o documentarista engajado na compreensão histórica da realidade social da América Latina e seus desafios, a região ainda enfrenta grandes bolsões de pobreza com milhares de pessoas sem acesso a serviços de educação, saúde e moradia.
“Em geral, as condições de trabalho são de má remuneração, baixa qualificação e de super exploração. A acumulação de riqueza e de poder econômico continua sendo forte, assim como a repartição de riqueza segue sendo desigual”, argumenta.

Diálogo da América
Com um projeto de documentário orçado em US$ 500 mil e financiado por fundos das comissões de comemorações ao bicentenário dos países latinoamericanos em 2010, Luís Vera percorre com sua câmera os grandes eventos históricos e transforma o filme num grande diálogo da América.
Participam das conversas e entrevistas um casting de personagens com diferentes pontos de vista como o escritor uruguaio Eduardo Galeano; o presidente da Bolívia, Evo Morales; o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o escritor mexicano Carlos Fuentes; o presidente do Paraguai, Fernando Lugo; a escritora e jornalista chilena Isabel Allende; João Pedro Stédile, líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) no Brasil; e Rigoberta Menchú, indígena da Guatemala Prêmio Nobel da Paz de 1992. “São visões cruzadas e diversas sobre a história que revisam o presente para poder projetar, no futuro, a América Latina como uma região com um importante papel no mundo. A independência inconclusa representa um olhar de reflexão crítica da história para a região se projetar neste mundo”, analisa.
Segundo Luís Vera, a história contada em seu documentário não é a oficial. “É a contínua e reiteração de frustrações dos nossos processos de desenvolvimento que tem os grandes superpoderes transnacionais como um freio ao desenvolvimento dos nossos países desde 1800 até hoje. Falo também quais foram os grandes entraves e conflitos internos a partir daqueles que detem o poder e que permanentemente impõem obstáculos à nossa possibilidade de desenvolvimento independente, soberano, democrático, justo e de desenvolvimento humano”.

Confira a seguir a entrevista com o cineasta Luís Vera
Luís Vera em Nova York, durante gravação de outro dos seus documentários.

Como surgiu a ideia do documentário “Independência Inconclusa”?
Há cerca de oito anos, no Chile, fui convidado para um comitê que estava se formando para preparar a celebração do bicentenário da independência chilena  dos espanhóis, ocorrida em 1810. Outros países da América Latina como México, Colômbia, Paraguai, El Salvador, Argentina e Equador também iriam relembrar os 200 anos da emancipação. Mas reagi e questionei que celebração seria aquela. Este fato foi a gênese, o nascimento da ideia original da “Independência Inconclusa” que se tornaria um filme anos depois. No documentário, eu volto no tempo e abarco os 200 anos, mas não o faço do ponto de vista cronológico. Incorporo uma dimensão estética e ética e faço um jogo permanente com a ruptura de tempo e espaço.

Quais entraves a América Latina teve para o seu desenvolvimento? Quais são os pontos que, na sua opinião, não nos deixam celebrar a real independência latino-americana?
Reconhecemos que houve uma independência administrativa no interior das nossas fronteiras e sociedades. São 200 anos de reiterada tomada e manutenção do poder por parte de uma classe dominante minoritária. Essa forma de administrar nossos países tem sido permanentemente dependente e é aí onde se perde a independência. Para poder se relacionar com o mundo, nossos países tiveram que comercializar seus produtos, entrar  num circuito universal econômico e sempre levamos a pior. Durante séculos, fomos os países monocultores de matérias primas, fomos os países que abasteceram para que fossem manufaturados e os produtos voltassem a ser vendidos a preços que significaram o endividamento crônico dos países.
Isso traz, como consequência, a dependência política em relação às superpotências. No século 19 foram a Inglaterra, a Alemanha e a França. Logo a partir do século 20, foram os Estados Unidos que tomaram o controle cada vez mais presente numa América Latina abandonada pelos conflitos internos europeus. Os EUA ocupam o espaço nas mais diversas formas de invasão com tropas, como na América Central, em Cuba e nos territórios mexicanos. Uma invasão física, geográfica e também de riquezas, como no Texas, Novo México e Arizona, que têm jazidas de matérias primas e petróleo. Era um anúncio de que os EUA não iriam tolerar a independência da América Latina e, que o seu vizinho mais próximo, o México, teria que ser invadido e ocupado.

Quais problemas se perpetuam ainda hoje em dia nos países da região?
Penso que a grande proposta é resolver nossos problemas de forma conjunta. Os grandes problemas hoje são a pobreza e a extrema miséria. Temos que descobrir as possibilidades de desenvolvimento real de nossas economias a partir das nossas próprias experiências e não da importação de modelos alheios aos nossos. Nunca nos foi permitido ter uma opção própria de modelo de desenvolvimento, sempre foi o modelo francês, alemão, espanhol ou norte-americano.
Ainda arrastamos os grandes problemas de extrema pobreza, exclusão, marginalização e de convulsão social. Arrastamos uma dívida social enorme que se acumula e de  endividamento progressivo de nossos povos. Nossos países hoje não são mais democráticos do que foram porque a representação é cada vez menor. Temos que recuperar em primeiro lugar as propostas que estavam no sonho dos libertadores: sermos donos soberanos de nossas próprias riquezas.

Como vê a presença brasileira de destaque na América Latina?
O Brasil é um país antes e outro depois de Lula. Esse fenômeno ocorre graças à capacidade de um povo entender que, através de mecanismos da participação política e da democratização, conseguiu avançar e fez com que o Brasil tivesse uma experiência diferente em relação ao que tinha antes. A UNASUL não teria sido possível sem a presença do Brasil, a cúpula iberoamericana sem a presença dos EUA não seria possível sem o Brasil.
O Brasil desempenha uma papel importante, não acredito que queira se impor sobre a América Latina. Há acusações injustas para criar divisões entre os países. Há 20 anos, o Brasil era mais um país do pátio traseiro, do terceiro mundo, e hoje é uma potência. Nós na América Latina temos que estar muito orgulhosos que o Brasil seja uma potência. Historicamente, ele deu as costas para a região. Nós vivíamos de costas um para o outro. O retorno aos países latinoamericanos decorre nos processos democráticos pós-ditadura no Brasil e logo com a participação de Lula que estabelece uma ponte de comunicação. Esta relação já não volta atrás, pois houve uma descoberta identitária e de familiaridade natural. Hoje estamos num cenário muito propício e esperançoso apesar das grandes dificuldades que temos do ponto de vista econômico e social.

Quais são os grandes temas pendentes ainda na América Latina?
Um tema maior de fundamental importância é a participação dos cidadãos nas grandes decisões. Acredito que há grandes temas que são comuns e temos que resolver urgentemente, como o câncer do narcotráfico. É algo que corrompe gravemente as instituições de todo tipo na região e é um problema absolutamente transversal a toda América Latina e atravessa desde o Canadá até a Patagônia, não há inocência.

Artigo divulgado por Opera Mundi

21 de novembro de 2011

Vuelve Mujeres en Foco!

Ya está abierta la inscripción para participar de la tercera edición del Festival Internacional de Cine por la equidad de género.
Cierre de inscripción: 20 de Enero de 2012.

A partir del éxito de su primera y segunda edición, el Festival Mujeres en Foco vuelve a abrir sus puertas para recibir cortos y largometrajes realizados por varones y mujeres de todo el mundo que a través del arte busquen promover y proteger los derechos de las mujeres y la equidad de género.

La inscripción estará abierta hasta el 20 de enero de 2012. Participan obras realizadas a partir de 2009 en los géneros documental, ficción, experimental y animación, y podrán presentarse más de una obra por realizador/a. Se aceptará el material que respete las bases de inscripción.

Bases: http://www.mujeresenfoco.com.ar/es/condiciones-e-inscripcion/condiciones/
Ficha de inscripción: http://www.mujeresenfoco.com.ar/inscripcion/
Web: www.mujeresenfoco.com.ar

11 de julho de 2011

Programação para toda família.

Dias 18 e 19 de junho

Este fim de semana foi marcado pelo começo da nossa programação infantil onde exibimos uma programação variada misturando curtas -metragens e animações, onde o humor teve presença constante. Destaco a produção “Garoto Barba”, que traz a história de um menino um tanto diferente dos demais, mas que sabe tirar bom proveito da sua condição.
Neste ano a comissão de seleção nos trouxe uma novidade: a mostra Cinema ao Pé da Letra, onde tivemos um documentário sobre os 30 anos do personagem Menino Maluquinho, através do olhar crítico do seu criador: Ziraldo. E pra quem curte poesia, pelo menos três filmes revelaram o mundo dos poetas nordestinos: “A Via da Poesia”, “Incenso” e “F de Faca”, onde o público pode se divertir com Ferreira Gullar.
Ainda sobre a dobradinha cinema-literatura, no domingo, dia 19, exibimos "El Portón de los sueños", do diretor paraguaio Hugo Gamarra, que mostra a vida e o pensamento do grande escritor paraguaio Augusto Roa Bastos, narrado pelo próprio.
Um autor que na década de 70 fez parte do "boom latinoamericano". Na sua obra destaca-se a prosa  do livro "Hijo de hombre", onde o leitor poderá ter contato com uma narrativa que mescla o idioma guarani e o espanhol.

28 de junho de 2011

Cinema sem barreiras e sem fronteiras

Dia 17 de junho

A cada edição do festival surgem novas mostras paralelas. Parece até que os realizadores combinaram entre si para termos vários filmes sobre o mesmo tema.
Não podíamos deixar passar despercebidas as produções que falavam sobre áreas de conflito, imigrantes que saem de sua terra natal em busca de uma vida melhor e de comunidades em lugares tão remotos, que até nos causam espanto e curiosidade pela maneira que vivem. Isso tudo resultou na mostra Viagens e Fronteiras com seis programas. Destacamos "Walachai", que retrata as comunidades de origem alemã no sul do Brasil, que nunca aprenderam o português e " Madres 0´15 el minuto" que mostra a realidade das mães que moram e trabalham longe de casa a fim de dar um futuro melhor pra sua família e acabam educando seus filhos via telefone ou computador.
E para quem quis rever ou conhecer um Rio de Janeiro que não existe mais, exibimos na competitiva de curtas e médias "Na Trilha do Bonde". Um belo passeio pela nossa cidade na década de 40 com cenas de arquivo que foram são um espetáculo a parte.