26 de maio de 2012

Filmes selecionados para as mostras temáticas Cinesul 2012



O CINESUL - Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo 2012, na sua 19ª edição terá 10 Mostras Temáticas: Cinesul Ambiental - Rio + 20; Arte Cinesul; Bossas Musicais; Palcos e Telas; Cinesul Fantástico; Cinesul Animado; Cinesul Criança; Romance Latino; Viagens e Fronteiras; e Foco Espanha.
Foram selecionados 176 filmes de ficção e documentários de longas, médias e curtas metragens de 11 países latino-americanos e da Península Ibérica. 

Os filmes selecionados para a mostra temática do Cinesul 2012
CINESUL AMBIENTAL - RIO + 20  
Longas Documentário
O Abrigo, de Flavia Trindade / Brasil, 73 Min.
La Verdad no Contada, de Jorge Cajar / Panamá, 61 Min.
Tierra Sin Mal, de Ivi Imarae e Ricardo Macián Arias / Espanha, 90 Min.
Sagrada Terra Especulada - A Luta Contra O Setor Noroeste, de Zé Furtado / Brasil, 70 Min.
Das Barrancas do Rio Cariá, de Chico Carneiro / Brasil, 66 Min.
No Fundo Nem Tudo é Memória, de Carlos Segundo / Brasil, 75 Min.

Curta Ficção
Salina, de Bruno De Oliveira / Brasil, 6 Min.

Curta Documentário
O Veneno Está na Mesa, de Silvio Tendler / Brasil, 50 Min.
Movimento Ocupa Rio - Em Um Lugar Chamado Cinelândia, de Jonas Bueno / Brasil, 17 Min.
Manjoada, de Márcio Costa / Brasil, 14 Min.
Rio Branco, de Márcio Dias Pereira / Brasil, 11 Min.
Insustentável, de Luisa Pereira / Brasil, 15 Min.
3270 Transformador, de Andrés Dunayevich / Argentina, 38 Min.
El Oro Y La Vida, de Álvaro Revenga / Guatemala, 57 Min.
Desalojos En El Valle Del Polochic, de Álvaro Revenga / Guatemala, 30 Min.

ARTE CINESUL
Curtas
Mucambos do Nordeste, de Luiz Bargmann Netto/Brasil, 17 Min.
Zuleno, de Felipe Peres Calheiros/Brasil, 20 Min.
Dona Joventina, de Clarisse Kubrusly e Milena Sá/Brasil, 26 Min.
Alter Ego, de Marta de Muga/Espanha, 25 Min.
Mantegna, de Melo Viana/Brasil, 7 Min.
Días Con Matilde, de Teresa Arredondo/ Chile – España, 29 Min.
Elisangela, de Maria Lynch/Brasil, 16 Min.

Longas
Djalioh, de Ricardo Miranda/Brasil, 76 Min.
Reverón, de Diego Risquez/Venezuela, 120 Min.
Bruta Aventura em Versos, de Letícia Simões/Brasil, 74 Min.
Bertsolari, de Asier Altuna Iza/Espanha, 90 Min.
Balmes El Doble Exilio de La Pintura, de Pablo Trujillo Novoa/Chile, 90 Min.

BOSSAS MUSICAIS
Curtas
A Caminho da Estrela, de Carlos Garcia Magalhães/Brasil, 32 Min.
Terno, Bola, Vassoura e Viola, de Vinícius Souza/Brasil, 8 Min.
Que nem gato e rato, de André Seddon Markwald/Brasil, 12 Min.
Raúl Perez: Luthier, de Cristina Chilimoniuk/Argentina, 10 Min.
Sabiá, de Wladymir Lima/Brasil, 18 Min.
Foreign Sounds, de Luis Carlos Nascimento/Brasil-Inglaterra, 11 Min.
Jaçanã e o Adoniran, de Rogério Nunes/Brasil, 20 Min.
Anamaria - A Mulher de Branco de Ipanema, de Chico Canindé/Brasil, 23 Min.
Fez a Barba e o Choro, de Tatiana Nequete/Brasil, 20 Min.

Longas
Eco Do Sapucay, de Anderson Farias/Brasil, 70 Min.
O Liberdade, de Cíntia Langie e Rafael Andreazza/Brasil, 71 Min.
Argus Montenegro e a Instabilidade do Tempo Forte, de Pedro Isaias Lucas/Brasil, 77 Min.
Contra Corrente, Bruno Bacellar e Luís Fernando Couto/Brasil, 76 Min.
Jaime Urrutia, La Fuerza de Los Costumbres, Carlos Duarte Quin/Espanha, 122 Min.
A Nave - Uma Viagem com a Jazz Sinfônica de São Paulo, de Luiz Otavio de Santi/Brasil, 84 Min.
Interactivo - La Película, de Tané Martinez/Cuba, 70 Min.
Havanyork, de Luciano Larobina/México, 90 Min.
El Último Bolero, de Raúl López Echeverría/México, 91 Min.

PALCOS E TELAS
Curtas
O Olhar de Zezita, de Mercicleide Ramos/Brasil, 20 Min.
Os Brasileiros - Esse Nosso Matulão, de Philippe Barcinski/Brasil, 53 Min.
Juliano Matzeiva, de Silvio Tendler/Brasil, Israel, 5 Min.
Mamulengos, de Isabel Veiga/Brasil, 20 Min.
Máscara, de Ricardo Serran Lobo/Brasil, 21 Min.
Filme Fácil, de José Felipe Figueiredo/Brasil, 8 Min.
Barbara em Cena, de Ellen Ferreira/Brasil, 20 Min.
É Bucha! 40 Anos do Teatro Biriba, de Gláucia Grigolo e Renato Turnes/Brasil, 56 Min.
Três Atos, de Nelson Rodrigues/Brasil, 20 Min.
Sobre Cinema e Diálogos, de Yuri Westermann/Brasil, 10 Min.
Assim Como Ela, de Flora Diegues/Brasil, 16 Min.

Longas
Función Movediza, de Grupo Humus/Argentina, 70 Min.
Jmb, O Famigerado, de Luci Alcântara/Brasil, 105 Min.
El Provocador, Primeiro Filme en Portuñol, de Marcel Gonnet Wainmayer, Silvia Maturana e Pablo Espejo/Argentina – Brasil, 86 Min.
A Política do Cinema, de Arthur Autran/Brasil, 88 Min.
Truks, de João Inácio/Brasil, 72 Min.
TV Utopia, de Sebastian Deus/Argentina, 93 Min.
Tin Tan, de Francesco Taboada Tabone/México, 90 Min.
A Tímida Luz de Vela das Últimas Esperanças, de Jackson Antunes/Brasil, 75 Min.
Nenhuma Fórmula para a Contemporânea Visão do Mundo, de Luis Rocha Melo/Brasil, 82 Min.
Abdias Nascimento, de Aída Marques/Brasil, 95 Min.
Strovenga, de André Sampaio/Brasil, 88 Min.
Cuba Libre, de Evaldo Mocarzel/Brasil, 73 Min.
Camila Desde El Alma, de Norma Fernandez/Argentina, 62 Min.

CINESUL FANTÁSTICO
Curtas
Inquérito Policial Nº 0521/09, de Vinícius Casimiro/Brasil, 13 Min.
Historia Muerta, de Fran Mateu/Espanha, 15 Min.
Táxi, de Jacinto Moreno/Brasil, 15 Min.
O Ogro, de Márcio Júnior E Márcia Deretti/Brasil, 8 Min
Mutter, de Tony Costa E Rafael Martins/Portugal, 8 Min.
Muertos y Vivientes, de Iñaki San Román /Espanha, 17 Min
El Vampirito, de Pablo Navarro-Rubio/Espanha, 18 Min.
Fase Terminal, de Marta Génova/Espanha, 13 Min.
Zombirama, de Ariel López e Nano Benayón/Argentina, 7 Min.
El Espanto, de J.J. Marcos/Espanha, 15 Min.
Le Llamaremos Bobby, de Paco Cavero/Espanha, 13 Min.
Foto, de Ismael Ferrer/Espanha, 7 Min.
Olho de Peixe, de Marco Vieira e Nancy Mora/Brasil, 9 Min.
A Nona Vítima, de Diego Zon/Brasil, 10 Min.
Cashman, de Mariana Miranda, Gustavo Berocan e Tiago Vianna/Brasil-Espanha, 10 Min.
Los Tres Soldados, de Alfons Casal e Hector Mas/Espanha, 20 Min.
Por Qué Desaparecieron Los Dinosaurios?, de Mar Delgado e Esaú Dharma/Espanha, 3 Min.
Cortina de Humo, de Daniela de Angel/Espanha, 13 Min.

Longas
Porto dos Mortos, de Davi de Oliveira Pinheiro/Brasil.
La Memoria del Muerto, de Valentin Javier Dimente/Argentina.
O Guri, de Zeca Brito/Brasil.
La Última Muerte, de David Ruiz/México.
Toque de Queda, de Ray Figueroa, Elias Jimenez/Guatemala.

CINESUL ANIMADO
Delicious Breakups, de Frank Morales y Amanda Gil/Espanha, 2 Min.
Complejo de Artista, de Abif López Vidaurri/México, 4 Min.
Dogballs, de Ernesto Felipe Díaz e Hugo Llanas Lumbierres/Espanha, 3 Min.
Eso te Pasa por Barroco, de Pablo Serrano Rosillo/Espanha, 4 Min.
 Zombirama, de Ariel Lóez V. E Nano Benayón/Argentina, 7 Min.
Argentina Leyendas, de Pablo Oliverio/Argentina, 4 Min.
El Duelo, Jesus Barrios/Venezuela, 6 Min.
Soterópolis de Ruy, de Caó Cruz Alves/Brasil, 5 Min.
Paper, de Juliana Rodrigues/ Brasil, 3 Min.
Vicente, de Ísis Mourão Barboza/Brasil, 4 Min.
Intermúndio, de Olímpio Costa/Brasil, 3 Min.
As Curvas de Niemeyer, de  Alunos da Rede Municipal de Vitória/Brasil, 10 Min.
El Gran Pequeño, de Maxi Bearzi/Argentina, 6 Min.
O Céu no Andar de Baixo, de Leonardo Cata Preta/Brasil, 15 Min.
Poema Bajo el Agua, de José Marquez e Miguel Alvarado/Venezuela, 4 Min.

CINESUL CRIANÇA
Curtas
Lápis de Cor, de Alice Gomes/Brasil, 16 Min.
L , de Thais Fujinaga/Brasil, 21 Min.
O Reino do Chocolate, de Rafael Jardim/Brasil, 5 Min.
Regando Bigodes, de Thais Vasconcellos e Katia Lund/Brasil, 11 Min.
Batuta, o Ratinho Aventureiro, de Rosario Boyer, Alex Teix e Ricardo Gelain/Brasil, 3 Min.
Imagine uma Menina Com os Cabelos do Brasil, de Alexandre Bersot/Brasil, 10 Min.
Oso Miyoi, de Edgar Vivas/Venezuela.
D, de Rafael Velasquez/Venezuela.
Hoy no se Hace Pastel de Chucho, de Braulio Rodríguez/Venezuela, 5 Min.
A Grande Viagem, de Caroline Fioratti/Brasil, 15 Min.
Banjo e Viola, de Thiago Martins/Brasil, 3 Min.
O Macaco e o Rabo, de Alunos de Animação (Design, UFPE-CAA) /Brasil,  8 Min.
Os Sustentáveis, de Lisandro Santos/Brasil, 1 Min.
Cor...O, Lida, de Léo Bruno/Brasil, 20 Min.
Tentáculos, de Thiago de Magalhães Quadros / Brasil, 5 Min.
A Garça Graça, de Alunos da EMEF Tânia Pôncio Leite/Brasil, 5 Min.

ROMANCE LATINO  
Curtas
Pcycle, de Lucas Margutti E Yan Saldanha/Brasil, 10 Min.
La Hora Invisible, de Pedro Lacerda/Chile, 8 Min.
Desvisteme, de Javier Sanz/Espanha, 13 Min.
Começar uma História, de Cristian Chinen/Brasil, 21 Min.
A Musa Impassível, de Marcela Lordy/Brasil, 52 Min.
Verde Maduro, de Simone Caetano/Brasil, 16 Min.
Quadros, de Sara Bonfim/Brasil, 16 Min.
Alicia, de Tamara Viñes/Argentina, 14 Min.
La Fiesta de Casamiento, de Martín Morgenfeld y Gastón Margolin/Argentina, 19 Min.
Dois, de Thiago Ricarte/Brasil, 16 Min.
B I S, de Dairo Cervantes/Colombia, 4 Min.
Mañana C'est Carnaval, de Alyne Fratari/Brasil, 19 Min.
Queso de Cabra, de Juliana Irizarry/Cuba, 11 Min.

Longas
A Pesar de Todo, Querote, de Jorge Algora/Espanha, 70 Min.
O Carteiro, de Reginaldo Faria/Brasil, 103 Min.

VIAGENS E FRONTEIRAS
Curtas
Um Pedaço de Terra Cercado de Histórias, de César Izurieta/Brasil, 21 Min.
Habitantes de Babel, de Alejandro Angel/Colômbia, 33 Min.
Santa Sara, de Laura Mansur/Brasil-França, 15 Min.
Hempocrysis, de Maria Aline Moraes/Brasil-Holanda, 20 Min.
La Justicia de Las Serpentes, de Guadalupe Espinel/Espanha, 28 Min.
Odysseus' Gambit, de Álex Lora/Espanha-EUA, 12 Min.
Amanar Tamasheq, de Lluis Escartín/Espanha, 15 Min.
Come to my Arms, de Larva Peruzzotti/Argentina, 12 Min.

Longas
Lecciones para Zafirah, de Carolina Rivas e Daoud Sarhandi/México, 75 Min.
Exilados, de Mariana Viñoles/Uruguai-Brasil, 86 Min.
Cartas para Angola, de Coraci Ruiz e Julio Matos/Brasil, 78 Min.
Li Ké Terra, de Filipa Reis, João Miller Guerra e Nuno Baptista/Portugal, 65 Min.
Nikkei, de Kaori Flores Yonekura/Venezuela-Peru, 80 Min.
Estradeiros, de Sergio Oliveira e Renata Pinheiro/Brasil-Argentina, 79 Min.

FOCO ESPANHA
El Trayecto, de Nadia Navarro/Espanha, 11 Min.
¿Y Si Grabamos Un Corto?, de Dacio Caballero/Espanha, 9 Min.
Homemade Food (Menjar Casolà), de David Casals-Roma/Espanha, 15 Min.
Un Mal Golpe, de Xavier Ruax/Espanha, 15 Min.
Macareno y la Increible Historia de la Puta Milagrosa, de Iria Ares Campo/Espanha, 27 Min.
Le Futur, de Benjamín Villaverde/Espanha, 20 Min.
Interés Variable, de Felipe Pardo /Espanha, 12 Min.
Sin Palabras, de Bel Armenteros/Espanha, 14 Min.
Matar a un Niño, de José Carlos Alenda/Espanha, 9 Min.
Nadie Tiene Culpa, de Esteban Crespo/Espanha, 14 Min.
Room, de Fernando Franco/Espanha, 18 Min.
Slides, de David Ilundain, Eugenia Poseck e Outros/Espanha, 17 Min.
La Reverberación, de Fernando Usón-Forniés/Espanha, 19 Min.
El Regalo, de Irlanda Tambascio/Espanha, 18 Min.
Memory, de Victor Suñer/Espanha, 8 Min.
Jaime el Barbudo, de Sami Natsheh y Arly Jones/Espanha, 5 Min.
Crece, de Laura Calavia Safont/Espanha, 18 Min.
Amateurs, de Javier Loarte/Espanha-USA, 12 Min.
Ana 27, de Lidiana Rodríguez/Espanha, 9 Min.
La Gota, de Daniel Piera E Beatriz Escolar/Espanha, 9 Min.
Un Siglo de Vida, de Sergio Candel/Espanha, 18 Min.
Alma, de José Javier Pérez/Espanha, 30 Min.
Zurdo, de Demetrio Elorz Lazkanotegi/Espanha, 20 Min.
The End Of The World, de Chris Downs/España, 19 Min.

Serviço
Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo
De 13 a 24 de junho – Entrada franca

Local 
CCBB – Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro
Instituto Cervantes - Rua Visconde de Ouro Preto, 62 – Botafogo
Rio de Janeiro - Brasil

Outras informações
Pulsar Artes e Produção Ltda
Endereço: Rua Senador Dantas 29, sl. 34 - Centro, Rio de Janeiro
Cep.: 20031-202 - Rio de Janeiro - Brasil
Telefone: (21)2232 2044

16 de maio de 2012

Os filmes selecionados para a mostra competitiva do Cinesul 2012

Cinesul 2012 terá 68 filmes nas mostras competitivas: 33 brasileiros e 35 internacionais
Espanha, Argentina, México, Cuba, Venezuela, Portugal, Chile, Colômbia, Equador e Co-produções participam
Sessenta e oito produções de países latino-americanos e da Península Ibérica competem no 19º Cinesul - Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo – que acontece de 12 a 24 de junho no Rio de Janeiro, nas categorias ficção e documentário de longas e médias e curtas-metragens.  São 16 longas-metragens - oito de cada categoria - e 52 médias e curtas-metragens, sendo 23 documentários e 29 ficcionais. O Brasil comparece com 33 trabalhos, entre eles, duas coproduções uma com Portugal e uma com a Argentina. Os outros 35 vem de 12 países, sendo 13 da Espanha, seis da Argentina, três do México, dois de Cuba, dois da Venezuela, dois de Portugal, dois do Chile, dois da Colômbia, um do Equador, e três coproduções: El Salvador-México, Porto Rico-Espanha e México-Alemanha. O festival é gratuito e terá exibições no Centro Cultural Banco do Brasil, Centro Cultural Correios e       Instituto Cervantes. O patrocínio é do Banco do Brasil e dos Correios.
- Foram mais de novecentos filmes inscritos. Fizemos uma seleção criteriosa tanto para os trabalhos que estarão em competição quanto para os que serão exibidos nas mostras temáticas. Procuramos oferecer ao público um panorama da cinematografia dos países ibero-americanos. Tenho certeza que o público que prestigiar o festival sairá satisfeito com o que verá, pois a qualidade foi o nosso principal requisito – avalia Leonardo Gavina, organizador do festival.

Dos 16 longas-metragens que estão na competitiva, o Brasil vem representado com três títulos: “Cru”, de Jimi Figueiredo (ficção) e “Carta para o futuro”, de Renato Martins, e “Iván – De volta para o passado”, de Guto Pasko (documentários). E duas coproduções: Portugal-Brasil traz o curta-metragem de ficção “Incêndio”, de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes – e Argentina-Brasil exibe o longa-metragem de ficção “La Sublevacion”, de Raphael Aguinaga.  Entre os médias e curtas-metragens, a maioria é do Brasil:  15 representam o país na categoria documentário e 13 na de ficção.
Além de exibição de filmes na competitiva, o Cinesul 2012 terá mostras temáticas como “Palcos e Telas”, “Cinesul Ambiental”, “Arte Cinesul”, “Romance Latino”, “Foco Espanha”, “Bossas Musicais”, “Cinesul Animado”, “Cinesul Ambiental”, e homenagens a personalidades do cinema e lançamento de livros.

Os filmes selecionados para a mostra competitiva do Cinesul 2012
Competitiva longa-metragem ficção
La Sublevacion, de Raphael Aguinaga / Argentina - Brasil
Topos, de Emiliano Romero / Argentina
Cru, de Jimi Figueiredo / Brasil
Mapa Para Conversar, de Constanza Fernández / Chile
Silencio en el Paraiso, de Colbert García / Colômbia
El Artificio, de José Henrique March / Espanha
A Vingança de uma Mulher, de Rita Azevedo Gomes / Portugal
La Hora Cero, de Diego Velasco / Venezuela

Competitiva longa-metragem documentário
Parapolicial Negrom, de Valentín Javier Diment / Argentina
Torino, de Agustín Rolandelli / Argentina
Carta para o Futuro, de Renato Martins / Brasil
Iván - De Volta Para O Passado, de Guto Pasko / Brasil
María en Tierra de Nadie, de Marcela Zamora Chamorro / El Salvador-México
Los Ojos de la Guerra, de Roberto Lozano Bruna / Espanha
La Plaza, de Adriano Morán / Espanha
Las Carpetas, de Maite Rivera Carbonell / Porto Rico - Espanha

Competitiva de curta e média-metragem de ficção
Momentos, de Pablo Polledri / Argentina
Luminaris, de Juan Pablo Zaramella / Argentina
Lápis de Cor, de Alice Gomes / Brasil
L, de Thais Fujinaga / Brasil
O Descarte, de Carlon Hardt e Lucas Fernandes / Brasil
Ribeirinhos do Asfalto, de Jorane Castro / Brasil
O Cão, de Abel Roland E Emiliano Cunha / Brasil
Laura, de Thiago Valente / Brasil
Deus, de André Miranda / Brasil
Realejo, de Marcus Vinicius Vasconcelos / Brasil
Cárcere Privado, de Oscar R. Júnior e Melissa Lipinski / Brasil
Confinado, de Rafael Lobo / Brasil
Marambé, de Fernanda Salgado / Brasil
Jennifer, de Renato Cândido de Lima / Brasil
Destimação, de Ricardo De Podestá / Brasil
Benjamín en Tecnicolor, de Ángela Tobón Ospina e Juan David Gil Palacio / Colômbia
Les Bessones del Carrer de Ponent, de Marc Riba e Anna Solanas / Espanha
La Última Secuencia, de Arturo Ruiz Serrano / Espanha
Hidro, de Iago Blasi / Espanha
El Barco Pirata, de Fernando Trullols Santiado / Espanha
Oz, de Adrian Lopez / Espanha
Les, de Aida Ramazanova / Espanha
Luciano, de Dani de la Orden e Cyprien Clément-Delmas / Espanha
Pornobrujas, de Juan Gautier / Espanha
Reality 2.0, de Victor Orozco Ramirez / México - Alemanha
Desierto, de Christian Rivera / México
Nuvem, de Basil Da Cunha / Portugal
Incêndio, de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes / Portugal - Brasil
Mujeres del Tirano, de Ernesto Soto / Venezuela

Competitiva de curta e média-metragem de documentário
Mi Compañero, de Juan Dario Almagro / Argentina
Memoriam, de Johil Carvalho e Sérgio Lacerda Pereira / Brasil
Jus, de Marcelo Dídimo / Brasil
Elegante e Furioso, de Ana Paula Guimarães / Brasil
Prévia do Amanhã, de Arthur Moura e Felipe Xavier / Brasil
Coco de Improviso e a Poesia Solta no Vento, de Natália Lopes / Brasil
Elogio da Graça, de Fernanda Rocha Miranda / Brasil
Enraizados, de Felipe Tomazelli e Ricardo Martensen / Brasil
Barbeiros, de Luiz Ferraz e Guilherme Aguilar / Brasil
Lindeiras, de Bruno Saphira / Brasil
ABC da Noite: Sintaxe Urbana do Cotidiano, de Alline Meira / Brasil
Na Trilha do Caboclo, de Luiz Bargmann Netto / Brasil
O Brasil de Pero Vaz Caminha, de Bruno Laet / Brasil
Diálogos, de Alice Riff / Brasil
Travessia, de Kennel Rógis / Brasil
Clementina de Jesus - Rainha Quelé, de Werinton Kermes / Brasil
Tres Mujeres Lindas, de Margarita Poseck e Eugenia Poseck / Chile
El Rey Del Pueblo, de Ju Cavalcante / Cuba
Los Intrusos, de Carlos Medellín / Cuba
Océano Sólido, de Tomás Astudillo / Equador
When In Bucarest, de Jose Cabrera Betancort / Espanha
Este Cuerpo Mío, de Jimena Colunga Gascón e Timo Rosales Nanni / México
Lebenswelt, de Elías Brossoise / México


Fique atento
Seu filme poderá estar na mostra temática, a programação completa será anunciado ainda nesta semana, aguarde!


Sobre o Cinesul
O Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo – foi criado em 1994, no Rio de Janeiro, como uma mostra de cinema e vídeo dos países do Mercosul, a partir de iniciativa do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, tendo ampliado seu alcance já em sua terceira edição. Ao longo desses anos, cresceu e se estabeleceu definitivamente como uma vitrine da produção cinematográfica latino-americana. Desde a edição de 2006 passou a aceitar nas mostras competitivas trabalhos da Península Ibérica e, desde o ano 2008, filmes em todos os suportes.
Em 2011 foram exibidos cerca de 260 filmes de países como Brasil, Argentina, México, Espanha, Venezuela, Chile, Peru, entre outros. Destes, 75 participaram da competitiva e os demais chegaram às telas em mostras paralelas como “Palcos e Telas”, “Foco Espanha”, “Bossas Musicais”, “Cinesul Animado”, “Cinesul Ambiental” e “Cinesul Fantástico”. Além dos filmes, o festival prestou homenagem ao diretor e produtor chileno Luis Vera, através de uma mostra com suas principais obras, todas inéditas no circuito carioca.
O Cinesul é fruto do trabalho da Pulsar Artes e Produção, empresa fundada pela pesquisadora e professora Ângela José do Nascimento, e agora dirigida pelo produtor e pesquisador Leonardo Gavina.

Serviço
Cinesul – Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo
De 13 a 24 de junho – Entrada franca

Local 
CCBB – Rua Primeiro de Março, 66 - Centro
Centro Cultural Correios - Rua Visconde de Itaboraí, 20 - Centro
Instituto Cervantes - Rua Visconde de Ouro Preto, 62 –  Botafogo
Rio de Janeiro - Brasil


Outras informações
Pulsar Artes e Produção Ltda


Endereço: Rua Senador Dantas 29, sl. 34 - Centro, Rio de Janeiro
Cep.: 20031-202 - Rio de Janeiro - Brasil
Telefone: (21)2232 2044
E-mail: festivalcinesul@gmail.com

29 de março de 2012

19° Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo - Cinesul 2012

O Cinesul - Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo foi criado, em 1994, no Rio de Janeiro, pela produtora Pulsar Artes e Produção, como uma mostra de cinema e vídeo dos países do Mercosul, a partir de uma iniciativa do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, tendo ampliado seu alcance já em sua terceira edição. 

Em 2002, tornou-se um festival com mostras competitivas e ao longo desses anos, cresceu e se estabeleceu definitivamente como uma vitrine da produção cinematográfica latino-americana. Desde a edição de 2006 passou a aceitar nas mostras competitivas trabalhos da Península Ibérica por conta do grande número de co-produções que Portugal e Espanha têm com os países latino-americanos. 

O Cinesul é composto atualmente das seguintes atividades: 11 Mostras Temáticas; 03 Mostras Competitivas e 03 Homenagens.

Mostras Temáticas da Edição 2012 
Arte Cinesul[Filmes que apresentam o processo criativo de pintores e grafiteiros e seu intercâmbio com o público. Famosos ou não, estes artistas montam um painel diversificado de tendências e linguagens. / Películas que presentan el proceso creativo de pintores y artistas de grafito y su intercambio con el público. Famosos o no, estes artistas montan un painel diversificado de tendencias y lenguajes]. 
Bossas Musicais[Produções sobre o universo da música. Uma viagem cinematográfica que vai da música clássica ao rock, apresentando personagens com histórias contagiantes. / Producciones sobre el universo de la música. Un viaje cinematográfico que va desde el género clásico al rock, presentando personajes sus historias contagiosas].
Cinema ao Pé da Letra[O Cinesul traz para você programas com ficções e documentários que resgatam a vida e a obra de grandes mestres da literatura./ El Cinesul te ofrece programas de ficción ydocumentales que rescata la vida y la obra de grandes maestros de la literatura]. 
Cinesul Animado[Lápis, massinhas coloridas e programas de computação gráfica projetam nas telas as mais diversas fantasias. Sejam feitas por estudantes ou profissionais, a quantidade de animações aumenta a cada ano do Cinesul. Nesta edição oferecemos um cardápio com as mais variadas técnicas do gênero e atendendo aos diversos públicos./ Lápiz, plastilina de colores y programas de computación gráfica proyectan en la pantalla las más diversas fantasías. Realizadas por estudiantes o profesionales, la cantidad de animaciones aumenta a cada año en el Cinesul. En esta edición ofrecemos un menú con las más variadas técnicas del género y atendiendo a los diversos públicos].
Cinesul Ambiental[A beleza de lugares remotos, as mudanças climáticas que nos afetam, é o planeta pedindo socorro. E o cinema é mais uma vez um agente que pode fazer a diferença. / La belleza de lugares remotos, los cambios climáticos que nos afectan, el planeta pidiendo ayuda. Y el cine es una vez más un agente que puede hacer la diferencia]. 
Cinesul Criança[Programas especiais com pequenas histórias que abordam o universo infantil./ Programas especiales con historias cortasque abordan el universo infantil]. 
Cinesul Fantástico
[Mundos paralelos, bruxaria e possessões, um mundo sobrenatural está para ser descoberto. Aventure-se!/ Mundos paralelos, la brujería y las posesiones, un mundo sobrenatural está por descubrir. De riesgo!].
Cinesul Viagens e Fronteiras. [Conflitos entre países, a busca por um lugar paradisíaco, o retorno para casa. Uma galeria de pessoas comuns, que nos apresentam suas histórias extraordinárias. /Los conflictos entre países, la búsqueda al hogar celestial, volver a la casa. Una galería de la gente común que nos muestran sus historias extraordinarias].
Foco Espanha[Desde 1942, os programas de incentivo à produção de curtas vêm revelando grandes nomes do cinema espanhol. Aqui apresentamos um panorama destas produções./ Desde 1942, los programas de incentivo a la producción de cortometrajes vienen revelando grandes nombres del cine español. Conocerás aquí un panorama de las producciones de los jóvenes directores].
Palcos e Telas[Depoimentos únicos e curiosos de atores e diretores que contribuem ou deixaram a sua marca no cenário cultural de seus países. Seis programas compostos por ficções e documentários que traduzem o universo mágico do cinema e do teatro. / Testimonios únicos y curiosos de actores y directores que contribuyen o dejaron su huella en el escenario cultural de sus países. Seis programas compuestos por ficciones y documentales que traducen el universo mágico del cine y del teatro]. 
Romance Latino[Junho, mês dos namorados e o cenário está ideal: o escurinho do cinema! Histórias de amor com tudo o que se tem direito: paixões e reencontros, apresentados em dois programas para despertar o clima de romance. /Junio, mes de los enamorados y lo escenario está ideal: lo oscuro del cine! Historias de amor con todo lo que tiene derecho: pasiones y reencuentros, presentados en dos programas para despertar el romance].


Mostras Competitivas 2012
. Longas de Ficção 
. Longas Documentário 
. Videosul - Curtas e Médias
Os selecionados desta edição serão anunciados no inicio de maio, fique atento!


Homenageados 
Os homenageados desta edição serão anunciados em maio de 2012.


Cinesul 2012
Data: 12 a 24 de junho.
Locais de exibição: Centro Cultural do Banco do Brasil, Centro Cultural Correios, Cinemateca do MAM ... - Rio de Janeiro - RJ/ Brasil.



Em breve, outras informações!

7 de fevereiro de 2012

Estão abertas as inscrições para a 19ª edição do Cinesul

AS INSCRIÇÕES DEVEM SER FEITAS DIRETAMENTE NO SITE DO FESTIVAL

Até março, o Cinesul 2012 – 19° Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo recebe inscrições de longas, médias e curtas-metragens para sua mostra competitiva. O festival acontece no Rio de Janeiro de 12 a 24 de junho. Para a competitiva poderão se inscrever obras em qualquer suporte de ficção ou documentais divididas nas seguintes categorias: longa-metragem (mais de 61 minutos) e curta e média-metragem (até 60 minutos). Os trabalhos deverão ter sido finalizados entre 2010 e 2012 e não podem ter sido exibidos em salas comerciais brasileiras ou na televisão aberta. Um filme que já tenha sido inscrito e não tenha sido selecionado, pode participar novamente. E não há número limite de inscrições de um mesmo realizador. O Cinesul terá exibições no Centro Cultural do Banco do Brasil, Centro Cultural Correios, Cinemateca do MAM, entre outros.
As inscrições vão até o dia 20 de março e deverão ser feitas diretamente pelo site Cinesul acesse o link aqui. Com data de postagem até o dia 20, deve ser encaminhado pelo correio uma cópia do filme ou do vídeo proposto no formato DVD (região zero ou 4). O endereço é Pulsar Artes & Produção /Cinesul 2012 (Rua Senador Dantas, 29 sala 34.– Cep: 20031-202 - Rio de Janeiro – Brasil).
A confirmação do recebimento do DVD será através de e-mail. O resultado da seleção será comunicado a todos os participantes a partir do dia 30 de abril, também por correio eletrônico. O regulamento completo está disponível no site do festival.
A História do Cinesul
O Cinesul - Festival Ibero-Americano de Cinema e Vídeo foi criado, em 1994, no Rio de Janeiro como uma mostra de cinema e vídeo dos países do Mercosul, a partir de iniciativa do Centro Cultural Banco do Brasil, tendo ampliado seu alcance já em sua terceira edição. Ao longo desses anos, cresceu e se estabeleceu definitivamente como uma vitrine da produção cinematográfica latino-americana. Desde a edição de 2006 passou a aceitar nas mostras competitivas trabalhos da Península Ibérica e, desde o ano 2008, filmes em todos os suportes.
Em 2011 foram exibidos cerca de 264 filmes de cinematografias de países como Brasil, Argentina, Cuba, México, Espanha, entre outros. Desses, 18 longas e 56 curtas e médias-metragens participaram da mostra competitiva e os demais chegaram às telas em mostras paralelas como “Palcos e Telas”, “Cinesul Ambiental”, “Arte Cinesul”, “Romance Latino”, “Foco Espanha”, “Bossas Musicais”, “Cinesul Animado”, “Cinesul Ambiental”, “Cinema ao Pé da Letra”, “Viagens e Fronteiras” e “Cinesul Fantástico”. Os premiados pelo júri nas categorias melhor longa de ficção e melhor longa documentário foram, respectivamente, a coprodução entre Espanha e Itália “De mayor quiero ser soldado”, de Christian Molina; e “Claudia”, do argentino Marcel Gonnet. Entre os curtas e médias-metragens, que competiram na mostra Videosul, o melhor de ficção e o melhor de documentário foram, respectivamente, “Los minutos, las horas”, de Janaína Marques Ribeiro, uma coprodução Cuba/Brasil; e o brasileiro “Alumia”, de Andréa Ferraz e Carol Virgulino. O público também pode eleger as suas produções favoritas. Entre os longas foram escolhidos o de ficção “Curitiba Zero Grau”, de Eloi Pires Ferreira; e o documentário “Malditos Cartunistas”, de Daniel Paiva e Daniel Garcia. Na mostra Videosul, o público elegeu o espanhol “Hidden Soldier”, do diretor Alejandro Suárez, de ficção; e o documentário “Padre Motard”, do português Neni Glock.
O Cinesul é fruto do trabalho da Pulsar Artes e Produção, empresa fundada pela pesquisadora e jornalista Ângela José do Nascimento, e agora dirigida pelo produtor e pesquisador Leonardo Gavina.

19 de janeiro de 2012

11ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis

Mostra de Cinema Infantil recebe inscrições
Estão abertas até 18 de março as inscrições para a Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, um dos mais importantes festivais do segmento no Brasil. A 11ª edição do evento ocorre de 29 de junho a 15 de julho no Teatro Governador Pedro Ivo Campos, na capital catarinense.
Podem participar da seleção produções nacionais de todos os gêneros e formatos, direcionadas ao público infanto-juvenil e inéditas em Santa Catarina. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no sitewww.mostradecinemainfantil.com.br. Este ano todo o processo será online, inclusive o envio dos filmes. As obras selecionadas serão divulgadas em maio. O Melhor Filme eleito pelo Júri Oficial e o Melhor Filme escolhido pelo público infantil receberão o prêmio aquisição da TV Brasil no valor de 10 mil reais.
Além dos curtas nacionais na Mostra Competitiva, a programação do evento traz curtas e longas-metragens internacionais, médias e longas brasileiros nas mostras especiais não-competitivas e pré-estreias. “É o resultado de um ano de muito trabalho e pesquisa, pois fizemos parcerias com vários festivais do Brasil e exterior”, salienta Luiza Lins, diretora da Mostra e idealizadora do projeto.
Nessa edição do evento ocorre o 8ª Encontro Nacional de Cinema Infantil, o 5º Fórum de Cinema e Cidadania, o Pitching, em parceria com o Festival Internacional de Cinema Infantil, oficinas para crianças e professores da rede pública e o Projeto Escola, que oferece transporte para as crianças das escolas públicas até à sala de cinema do festival.
A Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis é uma realização da Lume Produções Culturais com apoio do Núcleo de Ação Integrada e patrocinadores.


Boletim Eletrônico da Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis
Produção: Assessoria de Imprensa da Mostra.
E-mail: imprensa@mostradecinemainfantil.com.br
Site: www.mostradecinemainfantil.com.br

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18 de janeiro de 2012

Cineasta chileno revisita 200 anos de história da “libertação” da América Latina

Após seis anos de pesquisa histórica e entrevistas com pelo menos 60 pessoas entre intelectuais, historiadores, filósofos, chefes de Estado, lideranças políticas e sociais, para saber sobre as mazelas e os temas ainda pendentes para o desenvolvimento da América Latina, o cineasta chileno Luís Vera percorreu muitos dos 20 países da região para documentar a “Independência Inconclusa”.

Co-produzido por México, El Salvador, Paraguai, Equador, Colômbia,  Venezuela, Cuba e Chile, o documentário de 188 minutos propõe uma revisão crítica e reflexiva aos 200 anos de história independente da região.
“Eu me pergunto: mas o que vamos celebrar? Eu questiono o conceito desta celebração e me proponho a investigar quais são os grandes assuntos pendentes que temos nesta recordação, o sonho dos libertadores de uma pátria única que seria a América, mas que nunca foi”, disse ao Opera Mundi Luís Vera em uma breve passagem pelo Brasil. “Independência Inconclusa” já foi exibido em festivais internacionais de cinema como o de Havana, em Cuba, e também na Colômbia, Venezuela, Suécia, Bélgica, Argentina. Em 2011, encerrou o Cinesul – Festival Iberoamericano de Cinema e Vídeo, no Rio de Janeiro. O documentário já foi exibido em salas de cinema em Barcelona, Bruxelas, Estocolmo e Paris e se prepara para ser lançado na Itália, no País Basco, Andalucía e Galícia, na Espanha.
A independência da região, define Vera, é um “sonho frustrado”, tendo sido um processo “tremendamente complexo e doloroso, com esperanças e muitas delas frustradas”, discute o cineasta. Em sua narrativa visual, Vera se lança ao desafio de atravessar 200 anos de história e fazer o resgate da identidade a fim de ampliar a discussão para o futuro.

“A intenção toda é fazer um filme sobre o futuro e não apenas sobre o passado. A região continua lutando pela sua independência que ainda não está concluída. Ela será plena na medida que sejamos capazes de recuperar a soberania e a independência sobre temas econômicos, políticos, judiciais e das tecnologias. O domínio das ideias é a grande batalha do conhecimento tecnológico e não podemos ficar atrás”, argumenta Luís Vera.
Para o documentarista engajado na compreensão histórica da realidade social da América Latina e seus desafios, a região ainda enfrenta grandes bolsões de pobreza com milhares de pessoas sem acesso a serviços de educação, saúde e moradia.
“Em geral, as condições de trabalho são de má remuneração, baixa qualificação e de super exploração. A acumulação de riqueza e de poder econômico continua sendo forte, assim como a repartição de riqueza segue sendo desigual”, argumenta.

Diálogo da América
Com um projeto de documentário orçado em US$ 500 mil e financiado por fundos das comissões de comemorações ao bicentenário dos países latinoamericanos em 2010, Luís Vera percorre com sua câmera os grandes eventos históricos e transforma o filme num grande diálogo da América.
Participam das conversas e entrevistas um casting de personagens com diferentes pontos de vista como o escritor uruguaio Eduardo Galeano; o presidente da Bolívia, Evo Morales; o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o escritor mexicano Carlos Fuentes; o presidente do Paraguai, Fernando Lugo; a escritora e jornalista chilena Isabel Allende; João Pedro Stédile, líder do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) no Brasil; e Rigoberta Menchú, indígena da Guatemala Prêmio Nobel da Paz de 1992. “São visões cruzadas e diversas sobre a história que revisam o presente para poder projetar, no futuro, a América Latina como uma região com um importante papel no mundo. A independência inconclusa representa um olhar de reflexão crítica da história para a região se projetar neste mundo”, analisa.
Segundo Luís Vera, a história contada em seu documentário não é a oficial. “É a contínua e reiteração de frustrações dos nossos processos de desenvolvimento que tem os grandes superpoderes transnacionais como um freio ao desenvolvimento dos nossos países desde 1800 até hoje. Falo também quais foram os grandes entraves e conflitos internos a partir daqueles que detem o poder e que permanentemente impõem obstáculos à nossa possibilidade de desenvolvimento independente, soberano, democrático, justo e de desenvolvimento humano”.

Confira a seguir a entrevista com o cineasta Luís Vera
Luís Vera em Nova York, durante gravação de outro dos seus documentários.

Como surgiu a ideia do documentário “Independência Inconclusa”?
Há cerca de oito anos, no Chile, fui convidado para um comitê que estava se formando para preparar a celebração do bicentenário da independência chilena  dos espanhóis, ocorrida em 1810. Outros países da América Latina como México, Colômbia, Paraguai, El Salvador, Argentina e Equador também iriam relembrar os 200 anos da emancipação. Mas reagi e questionei que celebração seria aquela. Este fato foi a gênese, o nascimento da ideia original da “Independência Inconclusa” que se tornaria um filme anos depois. No documentário, eu volto no tempo e abarco os 200 anos, mas não o faço do ponto de vista cronológico. Incorporo uma dimensão estética e ética e faço um jogo permanente com a ruptura de tempo e espaço.

Quais entraves a América Latina teve para o seu desenvolvimento? Quais são os pontos que, na sua opinião, não nos deixam celebrar a real independência latino-americana?
Reconhecemos que houve uma independência administrativa no interior das nossas fronteiras e sociedades. São 200 anos de reiterada tomada e manutenção do poder por parte de uma classe dominante minoritária. Essa forma de administrar nossos países tem sido permanentemente dependente e é aí onde se perde a independência. Para poder se relacionar com o mundo, nossos países tiveram que comercializar seus produtos, entrar  num circuito universal econômico e sempre levamos a pior. Durante séculos, fomos os países monocultores de matérias primas, fomos os países que abasteceram para que fossem manufaturados e os produtos voltassem a ser vendidos a preços que significaram o endividamento crônico dos países.
Isso traz, como consequência, a dependência política em relação às superpotências. No século 19 foram a Inglaterra, a Alemanha e a França. Logo a partir do século 20, foram os Estados Unidos que tomaram o controle cada vez mais presente numa América Latina abandonada pelos conflitos internos europeus. Os EUA ocupam o espaço nas mais diversas formas de invasão com tropas, como na América Central, em Cuba e nos territórios mexicanos. Uma invasão física, geográfica e também de riquezas, como no Texas, Novo México e Arizona, que têm jazidas de matérias primas e petróleo. Era um anúncio de que os EUA não iriam tolerar a independência da América Latina e, que o seu vizinho mais próximo, o México, teria que ser invadido e ocupado.

Quais problemas se perpetuam ainda hoje em dia nos países da região?
Penso que a grande proposta é resolver nossos problemas de forma conjunta. Os grandes problemas hoje são a pobreza e a extrema miséria. Temos que descobrir as possibilidades de desenvolvimento real de nossas economias a partir das nossas próprias experiências e não da importação de modelos alheios aos nossos. Nunca nos foi permitido ter uma opção própria de modelo de desenvolvimento, sempre foi o modelo francês, alemão, espanhol ou norte-americano.
Ainda arrastamos os grandes problemas de extrema pobreza, exclusão, marginalização e de convulsão social. Arrastamos uma dívida social enorme que se acumula e de  endividamento progressivo de nossos povos. Nossos países hoje não são mais democráticos do que foram porque a representação é cada vez menor. Temos que recuperar em primeiro lugar as propostas que estavam no sonho dos libertadores: sermos donos soberanos de nossas próprias riquezas.

Como vê a presença brasileira de destaque na América Latina?
O Brasil é um país antes e outro depois de Lula. Esse fenômeno ocorre graças à capacidade de um povo entender que, através de mecanismos da participação política e da democratização, conseguiu avançar e fez com que o Brasil tivesse uma experiência diferente em relação ao que tinha antes. A UNASUL não teria sido possível sem a presença do Brasil, a cúpula iberoamericana sem a presença dos EUA não seria possível sem o Brasil.
O Brasil desempenha uma papel importante, não acredito que queira se impor sobre a América Latina. Há acusações injustas para criar divisões entre os países. Há 20 anos, o Brasil era mais um país do pátio traseiro, do terceiro mundo, e hoje é uma potência. Nós na América Latina temos que estar muito orgulhosos que o Brasil seja uma potência. Historicamente, ele deu as costas para a região. Nós vivíamos de costas um para o outro. O retorno aos países latinoamericanos decorre nos processos democráticos pós-ditadura no Brasil e logo com a participação de Lula que estabelece uma ponte de comunicação. Esta relação já não volta atrás, pois houve uma descoberta identitária e de familiaridade natural. Hoje estamos num cenário muito propício e esperançoso apesar das grandes dificuldades que temos do ponto de vista econômico e social.

Quais são os grandes temas pendentes ainda na América Latina?
Um tema maior de fundamental importância é a participação dos cidadãos nas grandes decisões. Acredito que há grandes temas que são comuns e temos que resolver urgentemente, como o câncer do narcotráfico. É algo que corrompe gravemente as instituições de todo tipo na região e é um problema absolutamente transversal a toda América Latina e atravessa desde o Canadá até a Patagônia, não há inocência.

Artigo divulgado por Opera Mundi